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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Profissão Repórter vem a Alagoas e produz matéria sobre violência

Durante coletiva na sede da PC, jornalista ‘apareceu do nada’
Por Cada Minuto

Créditos: Jonathas Maresia

O programa Profissão Repórter, da Rede Globo de Televisão, chegou a Alagoas com o objetivo de produzir matérias sobre os números da violência no estado. Na tarde desta quinta-feira (06), durante uma coletiva na sede da Polícia Civil, os membros da imprensa foram surpreendidos com o jornalista Caco Barcelos.
Segundo Caco, sua breve passagem por Alagoas tem como foco a discussão sobre os índices da violência. “Não posso adiantar muita coisa sobre o que estamos fazendo no estado, até porque é minha pauta. Mas, o objetivo é claro: os dados da violência”, informou ele em breve bate papo com os colegas de profissão que estavam presentes.
Logo após a coletiva, a equipe do jornalista seguiu para mais uma pauta policial na capital. Eles acompanham um site local especializado em jornalismo policial.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Senado Federal aprova exigência do diploma para os jornalistas

Comunicadores conquistam mais uma vitória
Por Gerson Buarque

Após uma seria discussão ao redor deste tema, foi aprovada a PEC 33/09. Do que se trata a partir desta última terça (07) o Senado Federal deixa a cabo da Câmara dos Deputados a decisão final de ter validade e obrigação ou não o diploma de jornalista.

Em uma votação de 60 votos a favor e apenas quatro contra mostra uma visível abstenção do plenário. O que podemos concluir que nossos governantes tem receio do poder da mídia no meio social. Sim, pois a imparcialidade e o desejo pela notícia completa expõem determinados atos absurdos cometidos por nossos governantes.

Já não é a primeira vez que isso acontece, no período ditatorial foi criado o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), sempre no intuito de diminuir o poder de público da mídia. Mas o direito sempre vence a opressão. Está assegurado no artigo 5° capitulo I incisos IV e IX que prevê: IV - É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; IX - É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença...

E além do mais seria anticonstitucional também deixar de exigir o diploma de uma profissão legal, assegurada e com direitos previstos na CLT. Essa foi mais uma vitória do jornalismo, da sociedade brasileira e principalmente da educação do país, fazendo valer nosso lema: “UM PAÍS DE TODOS”.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Encontro com Fátima Bernardes: saiba tudo sobre novo programa

Apresentadora recebe imprensa para falar sobre atração que estreia no dia 25
Por Globo.com
Nathalia Fernandes/TV Globo

Fátima Bernardes recebeu a imprensa nesta terça, dia 12, para falar tudo sobre Encontro com Fátima Bernardes, seu novo programa que estréia no dia 25 de junho e que vai ao ar de segunda a sexta-feira, logo depois do Bem Estar.
Bem humorado sempre que puder, sério quando o assunto assim pedir, dinâmico e ao vivo, Encontro com Fátima Bernardes promete uma mistura de comportamento, prestação de serviço, informação, música, entretenimento e diversão, com muita interatividade com o público nas ruas, em casa e na platéia, que será participativa e selecionada segundo os temas abordados.
- Quando sonhei em ter um espaço como este, não imaginei o trabalho que daria. É muito diferente participar da elaboração de tudo, desde o início. Transformar ideias em algo interessante para o público... Estou muito emocionada, muito feliz por estar diante de um programa que envolve o trabalho de tanta gente - conta a apresentadora.
Programa traz modelo de entrevista para lançamento
Formado por uma equipe mista de jornalismo e entretenimento, Encontro com Fátima Bernardes terá seu foco no bate-papo e procura trazer para dentro do estúdio o contato que a apresentadora sempre teve com o público na rua.
- Não estamos fazendo um talk show. Vamos agregar muita informação de fora com reportagens e teremos convidados para ajudar o desenvolvimento desse bate-papo. Eu gosto de dizer que não vou ter uma platéia, mas convidados - conta Fátima. - Quando surgiu a ideia, o que eu queria, já que estaria no estúdio, era trazer a rua para dentro desse espaço. E assim continuar exercendo algo que eu sempre adorei fazer: ouvir e contar boas histórias.
E o assunto de tanta conversa será o cotidiano.

- Quando a gente conversa, a gente fala como encarar a vida. Como temos assuntos de cada dia, vamos trazer pessoas direcionadas com os assuntos de cada dia. Esse programa tem na produção o seu coração. A ideia é sempre escutar uma boa história e, a partir daí, desenvolver uma boa conversa. Sabe aquele dia que você vai levar seu filho na escola e está todo mundo falando sobre um determinado assunto? Eu quero que o meu programa reflita isso - conta Fátima. - Trataremos de temas que sirvam como serviço. Pode ser moda, saúde, enfim, tudo o que for interessante para as pessoas. Assuntos que estejam sendo tratados por todo mundo.


Jornalismo terá presença garantida no programa
O cenário do programa usa a técnica de video mapping e, segundo a apresentadora, será importante para a condução desse bate-papo:

- Esse programa tem uma diferença muito grande que é o cenário, ainda não usado no Brasil. Ele não só deixa o programa mais bonito, como ajuda a passar informação.

Para ajudá-la a contar essas histórias, a apresentadora terá ao seu lado, no palco, o jornalista Lair Rennó, informando em tempo real tudo o que for notícia e promovendo a interação com os internautas. Marcos Veras e Victor Sarro dão o toque de humor aos assuntos abordados pelo programa, enquanto o músico Branco Mello traz suas contribuições no cenário musical.

- Conheci o Lair nos bastidores e achei ele uma pessoa muito divertida. Eu imaginava alguém que conseguisse trazer esses assuntos de forma muito natural. Ele não só lê as notícias como participa de forma ativa. Vai estar conectado o tempo todo para trazer o público de casa para nossa conversa. O horário da manhã é a hora em que as pessoas estão acordando, então temos que ter uma conversa atraente. O que for destaque na internet também vai ser trazido. Podemos ficar até uma semana em um mesmo assunto.
Se pudermos ouvir histórias das pessoas de casa que sejam interessantes, vamos trazer isso para o programa e talvez até trazer a pessoa para participar - acrescenta Fátima.

Lair foi convidado por Fátima para participar do programa de forma misteriosa. O jornalista conta que recebeu um email da apresentadora dizendo que queria "o Lair do Camarim".

- A vida inteira apresentei telejornal, mas dentro de mim tinha um diabinho me falando para mostrar o meu lado engraçado, cantor. Na editoria Rio, eu fui me aproximando da Fátima com piadas - diz Lair. - Eu serei o porta-voz do público em casa. Vamos mostrar também um "lado B" da notícia, com um olhar mais curioso, engraçado. Queremos ser um sucesso de audiência também na internet, com site, blog, redes sociais, tudo.

Feliz com a realização de um sonho, Fátima Bernardes dividiu sua expectativa sobre a reação do público:

- A minha matéria prima sempre foi a informação. E dela eu não quero abrir mão. E quero que as pessoas me falem que eu sou exatamente do jeito que elas pensaram.

Encontro com Fátima Bernardes foi preparado ao longo de quase oito meses por uma equipe que misturou grandes nomes do entretenimento e do jornalismo da TV Globo, como Geneton Moraes Neto, Carlos Jardim, que é o chefe de jornalismo do programa, Ana Paula Brasil, Guel Arraes, o diretor de criação, e Claudio Manoel. O programa tem ainda a direção de núcleo de Mauricio Farias, direção geral de Fabricio Mamberti e redação final de Mauricio Arruda.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Senado aprova em primeiro turno PEC que exige diploma a jornalista

A medida tenta neutralizar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de junho de 2009, que revogou a exigência do diploma para jornalistas
Paola Lima / Agência Senado

A exigência do diploma de curso de nível superior em jornalismo para exercício da função de jornalista foi aprovada pelo Senado em sessão nesta quarta-feira (30). A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 33/2009 foi aprovada em primeiro turno com 65 votos sim e sete votos não. Ainda será preciso aprovar o projeto em segundo turno. A matéria segue na ordem do dia do Plenário até que um novo acordo entre lideranças partidárias permita sua votação.

A PEC 33/2009, de iniciativa do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), inclui no texto constitucional o artigo 220-A para estabelecer que o exercício da profissão de jornalista seja "privativo do portador de diploma de curso superior de comunicação social, com habilitação em jornalismo, expedido por curso reconhecido pelo Ministério da Educação". A proposta prevê, no entanto, a possibilidade de atuação da figura do colaborador, sem vínculo empregatício com as empresas, para os não graduados, e também daqueles que conseguiram o registro profissional sem possuir diploma, antes da edição da lei. 

A medida tenta neutralizar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de junho de 2009, que revogou a exigência do diploma para jornalistas. Os ministros consideraram que o decreto-lei 972 de 1969, que exige o documento, é incompatível com a Constituição, que garante a liberdade de expressão e de comunicação. A exigência do diploma, de acordo com esse ponto de vista, seria um resquício da ditadura militar, criada somente para afastar dos meios de comunicação intelectuais, políticos e artistas que se opunham ao regime.

Relator da matéria no Senado, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) argumentou que o projeto resgata a dignidade profissional dos jornalistas, ao fixar na própria Constituição que a atividade será privativa de portadores de diploma de curso superior. Além disso, por se tratar de uma profissão que desempenha função social, o jornalismo precisa de formação teórica, cultural e técnica adequada, além de amplo conhecimento da realidade.  

Liberdade de expressão

- A exigência do diploma de jornalismo não criará nenhum embaraço para a liberdade de expressão ou do pensamento. Sinceramente, o que cria esse embaraço é o monopólio exercido na mídia brasileira. É outra coisa que o Congresso tem obrigação de examinar. Tem matéria sobre monopólio de uso da mídia Eu quero ver a opinião de senadores sobre o monopólio da comunicação. Não tem nada a ver com a profissão de jornalista - argumentou Inácio Arruda, ao rebater as críticas de senadores contrários ao projeto de que a exigência do diploma feria a liberdade de expressão.

Um desses críticos foi o senador Fernando Collor (PTB-AL). Segundo ele, a PEC impede a "total liberdade da expressão" da sociedade. O senador também criticou os cursos de jornalismo, que estariam formando "analfabetos funcionais" profissionais que não conhecem a Língua Portuguesa nem cumprem as regras básicas do jornalismo, como apurar bem uma notícia. 

- Eles não aprendem na universidade aquilo que, nós, outros jornalistas, que não tivemos de passar por esses bancos universitários para exerceremos livremente a nossa profissão, aprendemos no dia a dia e na labuta das redações - afirmou o senador. 

Inconstitucional

Outro argumento contrário foi de que o projeto seria inconstitucional, uma vez que o Supremo Tribunal Federal já se posicionou pela não necessidade do diploma para a profissão. Para o líder do DEM, senador Demóstenes Torres (GO), a expectativa dos detentores de diploma de jornalismo de, por meio de Emenda Constitucional, mudar a decisão do Supremo será frustrada. 

- O Supremo Tribunal Federal, há mais de uma década, vem dizendo que emendas à Constituição também podem ser declaradas inconstitucionais. E o Supremo, obviamente, vai considerar inconstitucional esta matéria. Porque o que o tribunal decidiu, em relação a profissões, é que tem que ser preservado o direito fundamental de exercer a profissão, de exercê-la livremente, de ter direito à manifestação. Foi isso que decidiu o Supremo e é isso que vai decidir o Supremo de novo - enfatizou.

A aprovação da PEC 33/2009 vem sendo reivindicada por entidades representativas dos jornalistas, que chegaram a entregar aos parlamentares abaixo-assinado favorável à proposta. Na Câmara, também tramita matéria (PEC 386/2009) de mesmo teor, apresentada pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS). Em campanha pela aprovação do projeto, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) classificou a decisão do STF como "obscurantista".

Fonte: Agência Senado